A evolução do FPM

Se existe uma coisa que esta administração não pode reclamar é sobre o aumento dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que vem subindo a cada ano, embora também seja verdade que a parte retida pelo governo referente a parcelas de financiamentos e falta de recolhimento da parte patronal do INSS, também esteja subindo quase que na mesma proporção.

No ano de 2015, os repasses do FPM para a prefeitura de Poços de Caldas somaram R$ 51.431.816,49. Já em 2018, o total repassado foi de R$ 81.870.001.24. No que diz respeito a retenção por conta de débitos com o governo federal em 2015, o valor era de R$ 30.639.321,70. Em 2018, este total chegou a R$ 50.959.723,82.

Se o município estivesse cumprindo com suas obrigações e pagando a dúvida sem novas renegociações, a prefeitura estaria hoje em excelente situação financeira. O problema é que a dívida fundada, resultado do calote no INSS e de novos financiamentos, cresce na mesma velocidade em que aumenta a receita do Fundo.

Essa é mais uma mostra de que apesar da chamada gestão técnica, o município continua gastando mais do que arrecada. Valendo lembrar que na administração passada, o DME contribuiu com R$ 200 milhões para cobrir buraco de má gestão. Na atual administração já foram para o ralo R$ 100 milhões.

Uma análise obrigatória para aqueles que andam sonhando em assumir o controle da prefeitura. Sem um freio de arrumação nas contas, não vai sobrar dinheiro para novos investimentos. Esta gestão, apesar de se dizer técnica, ainda não conseguiu concretizar aquilo que o atual prefeito prometeu durante a campanha. Infelizmente, mesmo com a alardeada gestão competente, o dinheiro não apareceu. Ou melhor, apareceu, transferido do caixa do DME e não dá para dizer que foi por culpa do calote do Pimentel, porque a receita aumentou muito mais que a dívida deixada pelo incompetente governador petista.

Fechar Menu