Um erro atrás do outro…

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais está anunciando a abertura de licitação para a construção do novo Fórum em Poços de Caldas. Sem dúvida, uma obra a muitos anos aguardada pela cidade e que agora será concretizada. Infelizmente, em local inadequado para este tipo de atividade que é o terreno localizado no Jardim Country Club, na zona oeste, doado ao Estado pela Prefeitura.

A previsão inicial era que a construção do prédio se desse em área desapropriada na segunda gestão do prefeito Sebastião Navarro, na zona sul. Para lá seria levado também o Centro Administrativo com todas as secretarias municipais funcionando no mesmo prédio. O Município desperdiçou quase cinco milhões de reais em terraplenagem e levar infraestrutura na área e a Câmara Municipal jogou pelo ralo, em área não muito distante dali, outros R$ 3 milhões na compra do projeto elaborado pelo escritório do arquiteto Oscar Niemeyer mais a desapropriação do local onde seria construída a sede do Poder Legislativo.

Na verdade nenhuma das duas áreas seria o melhor para a construção tanto de um como do outro prédio, no entanto prevaleceu a vontade política de agradar os eleitores da zona sul e garantir votos para as eleições. O mais certo seria o Município ter aceitado a oferta do empresário Moacir Carvalho Dias que ofereceu, de graça, a área onde hoje está localizada a Unifal.

Nada deu certo porque o sucessor do prefeito Navarro no comando da prefeitura, Paulinho Courominas, passou o mandato todo enrolando a ocupação da área na zona sul e depois veio o petista Eloisio Lourenço que não fez o menor esforço para o aproveitamento do local e acabou até doando para o Estado o terreno onde agora será construído o Fórum.

Na sequência de erros veio o atual prefeito que mesmo vendendo a imagem de uma administração técnica, endossou a construção do Fórum na zona oeste, concretizando a escolha equivocada. Se fossem analisadas as complicações que o Judiciário irá trazer tanto para a vizinhança como para o trânsito nas vias de acesso, principalmente na já conturbada Av. João Pinheiro, claro que o prefeito teria negado a instalação do Fórum naquele bairro.

Como esta administração se mostra incapaz até mesmo de elaborar um Plano de Mobilidade Urbana e até terceirizou o serviço para a Universidade de Itajubá e não demonstra um mínimo de esforço para aprovar o projeto de revisão do Plano Diretor, só resta a nós, moradores do setor oeste da cidade, torcer para que o movimento no Fórum, diante do avanço da tecnologia que permite a digitalização de documentos e o acompanhamento dos processos online, reduza cada vez mais o número de pessoas que necessitam se deslocar pessoalmente até a sede do Judiciário.

Aliás, olhando por este ângulo, na verdade a construção do novo prédio se torna até desnecessária, sendo mais um desperdício de dinheiro público, como foi o investimento dos R$ 8 milhões nas áreas da zona sul, que está abandonada e coberta pelo mato.

Agenda positiva

Esta não é a primeira vez que o prefeito Sérgio tenta engatar uma agenda positiva para melhorar o índice de aprovação do seu governo e acaba enfrentando fatos negativos que acabam atrapalhando a estratégia de governo.

O prefeito estava se preparando para anunciar a chegada de duas empresas atacadistas que devem gerar algumas centenas de novos empregos quando estourou a bomba lançada contra a administração pelo Ministério Público em forma de “Notícia de Fato”, com o texto trazendo críticas contundentes pelo atraso nos preparativos para elaboração, dentro do prazo, da licitação para o transporte coletivo.

Além disso, os engenheiros da secretaria de obras arrumaram para o prefeito uma tremenda dor de cabeça com o ex-prefeito Luiz Antonio Batista que anda uma fera com o alcaide e já deu mostra disso nas redes sociais. Quem conhece o ex-prefeito, sabe que ele não é flor que se cheire quando compra briga com alguém.

Já no caso do Ministério Público, o prefeito fez ouvidos moucos para os alertas sobre a licitação do transporte urbanoque desde a assinatura do TAC é uma questão que se tornou prioritária para o promotor Sidnei Boccia. Não foram poucas as vezes em que o representante do Ministério Público alertou o prefeito sobre a necessidade de agilizar o processo para não correr o risco de ser obrigado a assinar uma prorrogação do atual contrato que vence em 26 de novembro.

Meses atrás, durante uma reunião no gabinete, com a presença do prefeito e representantes da Procuradoria, o promotor deixou claro que não admitirá qualquer justificativa para o atraso e até citou a possibilidade de afastamento do chefe do executivo caso isso venha a ocorrer. Encrenca ruim porque quem conhece o promotor sabe que ele não é de esquecer as coisas, apenas aguarda a hora certa para agir e neste caso, o prefeito anda flertando com o perigo.

Fora isso, não existe dúvida quanto a agenda positiva do prefeito que merece ser comemorada. Afinal de contas, as duas empresas atacadistas irão gerar mais de 400 empregos que somados aos 300 que serão criados pela empresa do Grupo Lamesa, uma indústria para fabricação de fios e cabos elétricos no distrito industrial, vai garantir um saldo positivo na geração de empregos desta administração, um bom tema para ser usado na campanha pela reeleição.

Por falar nisso…

O mais interessante no caso do transporte coletivo é que a própria direção da empresa concessionária do transporte urbano está torcendo para que a licitação seja feita no prazo estipulado pelo Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, isso porque a empresa não tem interesse numa prorrogação por pouco tempo, o que a impediria de elaborar um planejamento de trabalho no longo prazo.

Uma coisa é ganhar alguns meses, ou até alguns anos, com uma prorrogação sem saber o pode acontecer no amanhã, outra coisa é ter em mãos um contrato de concessão por mais trinta anos.  Nesse caso é possível imaginar quanto vale a empresa numa e na outra condição.

Valendo ressaltar que o serviço de transporte coletivo, já não é uma mina de ouro como foi antigamente. Tanto assim que muitas empresas, de grande porte estão às portas da falência e a tal “máfia do transporte coletivo”, se existiu, faz parte do passado.

 

Rodapé

Para debater assuntos que estão em análise na Câmara Municipal, o programa “Poços em Debate” entrevista esta noite o vereador Marcelo Heitor (PSC), que cumpre seu primeiro mandato no legislativo. Ao vivo, a partir das 20 horas.

Colocação infeliz…

A fala infeliz do presidente da Codemge, Dante de Matos, afirmando que as Thermas Antonio Carlos serve apenas para o Estado “dar banho em paulista” merece uma manifestação do legislativo municipal para não deixar a afirmação preconceituosa passar em branco.

O mais triste é que foi dita por um cidadão natural da cidade que ocupa hoje um dos cargos de maior relevância no governo do Estado e que deveria enaltecer um dos principais patrimônios do município.

 

Hora de acordar

Uma vez que o Governo do Estado, através da Codemge, está querendo se livrar o mais rápido possível dos balneários, tanto os de Poços de Caldas como das termas e balneários de Caxambu, Lambari e Araxá, e a administração está focada na necessidade de privatizar os pontos de passeio, a oportunidade também é boa para privatizar as Thermas Antonio Carlos e o balneário Mário Mourão.

Claro que não deve estar passando pela cabeça do prefeito pleitear novamente a administração dos dois elefantes brancos para o Município. De coisa encrencada já basta o Monotrilho. Deve ter percebido que trazer turistas da Europa para tomar banho nas thermas foi apenas um sonho de início de mandato e papo de quem vende ilusões.

Em sendo assim, e já que o novo secretário de turismo, Ildeu Pereira, anda querendo mostrar serviço, seria interessante despertar a atenção dos seguimentos ligados ao turismo, principalmente o sindicato de hotéis e a Associação Comercial, para a privatização dos balneários que em mãos do poder público ou de empresa estatal vira um péssimo negócio. Administrado pela iniciativa privada pode ser transformar em algo mais útil do que do que “dar banho em paulista”, como afirmou o presidente da Codemge, Dante de Matos.

Lembrando ainda que está tramitando no Congresso Nacional projeto para a liberação dos jogos de azar principalmente os cassinos, e neste caso o balneário de águas termais, se bem administrado e vendido como terapia relaxante, para aliviar o estresse, pode render uma boa grana e até continuar servindo para dar banho nos paulistas. Por que não?

Bons tempos

Enquanto o engenheiro Gustavo Zarif Frahya segue fazendo brilhante carreira no governo federal, onde acaba de ser nomeado para cargo de chefia na Casa Civil, a arquiteta Maria Caldas faz sucesso em Belo Horizonte como responsável pela Secretaria Municipal de Politica Urbana e principal assessora do prefeito Alexandre Kalil.

Gustavo Frahya e Maria Caldas, assim como o ex-prefeito Luiz Antonio Batista e Ércules Tassinari já comandaram a Secretaria de Planejamento, em administrações consagradas. São de uma época em que a gestão não era técnica, mas a SEPLAN pensava e planejava a cidade ao invés de preocupar apenas e tão somente com aprovação de projetos.

Cuidavam inclusive do orçamento do município e a Prefeitura era famosa em toda a região por manter suas contas em dia, não deixando atrasar pagamentos aos fornecedores. Bons tempos.

 

Medida acertada

Diante da denúncia do Ministério Público do Trabalho sobre possível desinteresse do advogado que representa o Departamento Municipal de Água e Esgoto em defender a autarquia em processos trabalhistas movidos por servidores, o diretor Paulo Cesar Silva determinou a assessoria jurídica a abertura de sindicância para apurar se realmente ocorreu falha administrativa ou desleixo do profissional no cumprimento da sua função profissional.

Sem alvará

Ao participar do programa Canal Aberto, ontem, na TV Poços, o Secretário de Planejamento Tiago Cavelagna voltou a afirmar que o parque de diversões que estava sendo instalado defronte ao Pálace Casino nesta quinta-feira e que se preparava para funcionar neste final de semana, não possui alvará de funcionamento e esta possibilidade já estava descartada porque o Condephact (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico) não autorizou a sua instalação naquele local. Antes que os brinquedos fossem montados o secretário de governo Celso Donato esteve por lá e determinou a retirada dos equipamentos.

“Dando banho em paulista”

Se depender do poços-caldense, Dante de Matos, novo diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), as ThermasAntonio Carlos e o Balneário Mário Mourão, serão repassados inteiramente de graça a quem se dispor a explorar os dois balneários.

Para ele, “as Thermas de Poços de Caldas só servem para o Estado dar banho em paulista”, uma declaração infeliz, que vai contra o pensamento do prefeito Sérgio Azevedo que no início do seu governo chegou a viajar para a Europa e até assinar convênio em Portugal, tentando atrair para os balneários turistas europeus. Na época o prefeito assinou o compromisso sem nem mesmo estar devidamente credenciado para representar os balneários uma vez que o convênio entre o Município e o Estado para a prefeitura administrar os balneários estava vencido.

O prefeito ainda tentou prolongar o convênio, mas o Governo do Estado, sob a gestão do petista Fernando Pimentel, não topou a parada. Diante da negativa as ThermasAntonio Carlos retornaram para a Codemge, enquanto que os servidores municipais que trabalhavam no setor foram deslocados para o balneário Mário Mourão, ainda de responsabilidade do município.

Segundo Dante de Matos, as Thermas representam um prejuízo de seis milhões por ano e enquanto era administrado pela Prefeitura, esse prejuízo era coberto pelos cofres municipais. Outra declaração do presidente da Codemge (matéria abaixo do blog) no que se refere a centro de convenções, obra a muito reivindicada pela prefeitura de Poços, esse tipo de obra “só é viável em cidade com mais de 300 mil habitantes”, e este não é o caso de Poços de Caldas.

Como cidadão nascido e criado em Poços de Caldas, frequentador diário até a adolescência, da padaria do seu saudoso pai, na ruaJunqueiras, por coincidência, próximo asThermas, o novo presidente da Codemgefoi infeliz na afirmação de que o balneário serve apenas para “dar banho em paulista”. Deveria lembrar a importância das águas termais na história da cidade e o fato de que as águas sulfurtosas são o grande diferencial da cidade em comparação com outros destinos turísticos.

Se o balneário é mal administrado, a questão é outra..As Thermas sempre serviram para muitas outras coisas além de simplesmente “dar banho em paulista”, como afirmou o presidente da estatal mineira.

 

Diretor do DMAE vai apurar denúncia

Atendendo a solicitação do diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgoto, Paulo Cesar Silva, a assessoria de imprensa do DMAE encaminhou para o blog mensagem a respeito da nota veiculada nesta quinta-feira, sob o título “MP acusa advogado do DMAE de improbidade”. “Informamos que será solicitada ao Poder Legislativo, conforme a informação veiculada, cópia do documento encaminhado pelo Ministério Público à Câmara Municipal, contendo denúncias contra servidor desta autarquia, com o objetivo de, após apuradas e se confirmadas as referidas denúncias, sejam tomadas as providências cabíveis”.

Foi mal…

Durante sua fala tentando justificar a apresentação de uma moção de repúdio a entrega de panfletos tentando afetar a imagem do deputado federal Eros Biondini, que é filiado ao seu partido, o PSC, o presidente da Câmara Carlos Roberto Costa, deixou escapar uma critica, mesmo que forma indireta, ao seu antecessor Antonio Carlos Pereira.

Finda a sessão, fez questão de se desculpar com o colega, pela má colocação das palavras. Desculpas aceitas, sem ressentimento da parte do ex-presidente.

 

Serviço continuado

O jornal O Tempo, publica na sua edição desta sexta-feira, em destaque, matéria sobre a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) onde os conselheiros decidiram como sendo um serviço continuado a contratação de agência de publicidade, com os contratos podendo ser renovados anualmente até 60 meses, limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A decisão foi dada em resposta a uma consulta feita ao TCE pelo prefeito do município de Paracatu.

No ano passado, os assessores da área técnica da Câmara Municipal orientaram o então presidente da Casa, Antonio Carlos Pereira a não renovar o contrato de prestação de serviço com a agência Vizualise porque o “Tribunal de Contas do Estado” havia orientado as prefeituras a fazer a licitação das agências anualmente.

A orientação foi equivocada, como mostra agora o TCE e causou prejuízo a atual mesa diretora, presidida pelo vereador Carlos Roberto que desde o início do ano abriu processo de licitação e tenta, sem sucesso, a contratação de uma nova agência de publicidade.

Como os próprios conselheiros reconhecem, a licitação deste tipo de serviço é demorada, sendo praticamente impossível realiza-la anualmente. Na época, através do blog manifestamos nossa discordância com a orientação passada ao presidente da Câmara pela assessoria do legislativo.

Nem sabia…

Fica cada dia mais claro o distanciamento do prefeito Sérgio Azevedo do seu vice, Flávio Faria, que responde pela Secretaria de Desenvolvimento e Trabalho (Sedet). Segundo Flávio, ele só tomou conhecimento das alterações no secretariado (Paulinho Courominas no DMAE e Ildeu Pereira, no Turismo), pela imprensa. Em nenhum momento foi consultado sobre o assunto pelo prefeito, o que demonstra falta de sintonia entre os dois, repetindo o que ocorreu no primeiro governo dos tucanos entre o prefeito Adnei de Morais e o seu vice, Sebastião Abrantes.

 

Parque é retirado da festa

Causou polêmica na manhã de ontem, a chegada de caminhões transportando brinquedos para a montagem de um parque de diversões na rua em frente ao Pálace Casino que serviria como uma das atrações da Festa Uai que acontece neste final de semana na área de estacionamento do parque José Afonso Junqueira.

O vereador Antonio Carlos Pereira, foi acionado por pessoas inconformadas com a situação da montagem de um parque de diversões naquele local e comunicou o fato ao secretário de governo Celso Donato. O secretário se dirigiu até o local, determinando a retirada imediata dos brinquedos, até porque um ofício endereçado a ele pelo secretário de planejamento Tiago Cavelagna, após consulta ao Conselho do Patrimônio Histórico, já proibia amontagem do parque de diversões no local.

O retorno da Festa Uai, um dos eventos tradicionais da cidade deve ser aplaudido e merece todo apoio, porém, instalar parque de diversões em local impróprio não é o correto e tanto o vereador como o secretário tomaram a atitude correta.

Se os promotores do evento entendem que um parque de diversões deve fazer parte do evento, deveriam ter mantido a festa na área de estacionamento ao lado do estádio municipal onde a festa vinha sendo realizada tendo a sua versão no ano 2000 como a maior, mais bem organizada e recorde de público de todas as edições da festa.

Aliás, o local onde o evento voltou a ser realizado, em pleno centro da cidade não é o local mais adequado, assim como não foi para outros eventos, o último deles o Poços Classic Car cujos carros antigos ficariam melhor acomodados, o mesmo acontecendo com o público, no estacionamento do estádio municipal.

Infelizmente esta administração tem permitido a realização de eventos quase todos os finais de semana no centro, em prejuízo do trânsito, dos hóspedes do hotel e da conservação dos jardins.

 

Rodapé

Aproveitando a fala do presidente da Codemge, a secretaria de turismo deveria lançar campanha publicitária no interior paulista tipo “Visite Poços, apresente sua certidão de nascimento e tome banho de graça”.

Transporte coletivo:

 

Prazo para licitação preocupa a Câmara

Como já era esperado, o ofício do Ministério Público, encaminhando para conhecimento dos vereadores, cópia da Notícia de Fato, procedimento aberto através do Promotor de Justiça, Sidnei Boccia, alertando para possível atraso na licitação do transporte coletivo, teve repercussão no plenário da Câmara durante a reunião ordinária desta terça-feira, depois de ser lido pela secretária Maria Cecilia Opipari.

O contrato com a atual concessionária se expira no dia 26 de novembro, e o alerta do promotor levou enorme preocupação ao legislativo, com alguns vereadores lembrando que vários foram os requerimentos endereçados a chefia do executivo alertando para um possível atraso na elaboração tanto do Plano de Mobilidade Urbano, como para a revisão do Plano Diretor, com repercussão na licitação do transporte coletivo.

O vereador e ex-prefeito, Paulo Tadeu,considerou o episódio de extrema gravidade, dando toda razão ao ilustre Promotor de Justiça que prevê um possível crime de improbidade administrativa cometido pelo Prefeito e pelo secretário de Defesa Social, caso a licitação não seja realizada dentro do prazo estabelecido peloTermo de Compromisso e Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais, o Município de Poços de Caldas e a empresa Auto Omnibus Circullare.

O problema foi entregue a mesa diretora da Câmara que para não prevaricar, ou seja,faltar ao cumprimento do dever por interesse ou má-fé terá que tomar providências. Paulo Tadeu ressaltou inclusive o fato de no procedimento do Ministério Público estar sendo citado o artigo da Constituição Federal, que pode levar até ao afastamento do chefe do executivo do cargo.

Segundo informação, por determinação do prefeito Sérgio Azevedo o Secretário de Defesa Social, Marcos Sansão está empenhado em dar agilidade ao processo para cumprir o acordo firmado no TAC e realizar a licitação dentro do prazo estabelecido que é o dia 26 de novembro.

 

MP acusa advogado do DMAE de improbidade

Outro documento encaminhado para a Câmara Municipal pelo Ministério Público, através do mesmo promotor de justiça, foi também uma Notícia de Fato, redigida pelo Ministério Público Federal do Trabalho, com sede em Pouso Alegre.A narrativa contém grave denúncia contra um advogado, representante do Departamento Municipal de Agua e Esgoto (DMAE) nas ações que tramitam naquela Procuradoria que teria provocado prejuízo aproximado de R$ 5 milhões para os cofres da autarquia municipal.

O profissional do direito está sendo acusado de desídia (falta de atenção, de zelo; desleixo, incúria, negligência), cometido na defesa dos interesses do DMAE em processos nas ações movidas por servidores da autarquia,ao deixar de comparecer nas audiências dos processos que acabaram sendo julgados à revelia com ganho de causa para os reclamantes.

Após a leitura na sessão ordinária desta terça-feira, o vereador Paulo Tadeu usou da palavra para denunciar outro fato gravíssimo cometido contra o Poder Legislativo. Ele lembrou uma resposta recente do DMAE a um pedido de informações de sua autoria sobre as ações trabalhistas contra a autarquia, na qual foram omitidos dois processos recentes em que dois servidores foram beneficiados com quase um milhão de reais pelo fato de o advogado simplesmente não ter comparecido as audiências agendadas no Ministério Público do Trabalho, em Pouso Alegre.

Trata-se de um outro fato levantado pelo Ministério Público a ser apurado pelos vereadores, inclusive com respeito ao crime de omissão de dados na resposta encaminhado pela direção da autarquia a mesa diretora do legislativo.

 

Gustavo Frahya é nomeado para a Casa Civil

O engenheiro Gustavo Zarif Frahya, que ocupou vários cargos de primeiro escalão em administrações passadas na Prefeitura de Poços de Caldas, respondendo pelas secretarias de Obras, Planejamento e Diretor do DMAE, e que há vários anos como servidor concursado ocupa cargos de relevância no Governo Federal, acaba de ser nomeado pelo Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para o cargo de Subchefe Adjunto de Infraestrutura da Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira.

O engenheiro, que continua com residência fixa em Poços de Caldas, ultimamente estava lotado em um cargo de chefia no Ministério da Ciência e Tecnologia.

Indecisão

Eloisio Lourenço já decidiu pela candidatura a prefeito na eleição do ano que vem, mas continua indeciso por qual legenda vai tentar a conquista de um segundo mandato à frente da Prefeitura. Está filiado ao Partido dos Trabalhadores e como a legenda enfrenta enorme desgaste por conta das denúncias de corrupção, analisa a possibilidade de mudar de partido.

Segundo informação, estaria próximo de se filiar ao PDT, reativando o partido de Ciro Gomes em Poços de Caldas, uma sigla que por ser de esquerda não deixaria o prefeito muito deslocado nas explicações aos eleitores. Também estaria em análise um convite feito pelo PSC, através do seu presidente Wanderlei Monteiro.

Só que o ex-prefeito enfrenta resistência para trocar de legenda dentro de casa. Sua esposa não se mostra favorável a mudança, preferindo que ele permaneça no PT. A saída para o impasse seria o ex-prefeito se filiar ao PDT, ou PSC, mas acertar antes uma coligação da chapa majoritária com a direção do Partido dos Trabalhadores.

A união das duas siglas teria o apoio dos candidatos petistas a vereança, uma vez que tendo um candidato forte disputando a prefeitura ajudaria a puxar votos para a chapa de candidatos a vereador.

 

Polêmica desnecessária

O Presidente da Câmara, vereador Carlos Roberto de Oliveira Costa, provocou na primeira reunião ordinária do semestre, realizada na tarde de terça, uma polêmica com discussões acaloradas e até gritos, ao apresentar uma moção de repúdio contra a entrega de panfletos nas escolas do município, pela Central Única dos Trabalhadores e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado, criticando o deputado federal Eros Biandini por sua posição diante do relatório na Comissão Especial da Reforma da Previdência. Entre

O presidente da Casa foi infeliz ao levar parta o legislativo municipal uma questão que está mais ligada ao seguimento religioso e que na verdade não tem nada a ver com o município. Ao fazer isso provocou prolongados debates que atrasaram a reunião em pelo menos uma hora e ao final, graças a uma sugestão ponderada da vereadora Ligia Podestá, acabou retirando a proposta de pauta. A moção deve ser reapresentada na próxima sessão, mas tem tudo para ser derrotada em plenário, como teria ocorrido se fosse colocada em votação na reunião de terça.

Esta não é a primeira vez que o presidente demonstra insegurança e falta de experiência na condução dos trabalhos; Na reunião de terça-feira até foi indelicado com o colega Antonio Carlos Pereira ao acusá-lo de censura aos colegas quando exerceu a presidência da Casa.

 

Vereadora denuncia falta de transparência

A vereadora Maria Cecília Opípari, a“Ciça”, na sessão de terça-feira fez críticas contundentes a chefia do executivo durante a explicação pessoal, cobrando mais transparências na ação do executivo. A vereadora deu como exemplo a falta de publicação do contrato celebrado entre o município e a UNIFEI, universidade responsável pelo projeto do Plano de Mobilidade Urbana.

Segundo ela a publicação não foi encontrada no diário oficial, assim como o número do contrato que não confere. Ela ainda chamou a responsabilidade para os vereadores afirmando que “ou fazemos nosso papel de fiscalizar o executivo abrindo uma CEI(Comissão de Inquérito) ou pedimos a cassação do prefeito.”

Ela informou ainda que os valores pagos a Universidade sairão das multas de trânsito, que tem já superou a casa dos 5 milhões de reais. E criticou ainda a postura de quem no passado falava em fábrica de multas e hoje está a frente da pasta.

Fechar Menu