Entre o velho e o novo

A posse do governador João Dória, em São Paulo, acentuou ainda mais as divergências entre o agora governador do estado mais poderoso da federação e os antigos caciques do partido tucano. Seu antecessor e candidato a presidente derrotado, Geraldo Alckimin, sequer deu o ar da graça na solenidade de posse, indicando que o racha no PSDB é mesmo prá valer.

E se é prá valer, é hora também de o PSDB de Poços tomar um rumo e decidir se quer ficar com a modernidade representada pelo governador paulista, hoje o dono da caneta mais poderosa entre os tucanos, ou se deseja continuar com o grupo que representa o atraso, liderado por Aécio Neves, Alckmin e outros caciques que foram destronados pelos dois furacões (Bolsonaro e Zema) que varreu para fora o PT e junto com ele boa parte do PSDB e MDB.

Há que se fazer uma ressalva quanto ao senador Antonio Anastasia, que foi candidato ao governo contra a sua vontade, pesando na sua derrota o fato de ser aliado de Aécio e do presidente nacional do partido, Geraldo Alckimin. Anastasia, com seu jeito simples, humilde e inteligente, com mandato de senador garantido por mais quatro anos é o que se salva do velho PSDB mineiro.

O prefeito de Poços e seu grupo que tem (ou tinha) como liderança de maior expressão o ex-deputado Carlos Mosconi, também precisa sair do muro e decidir qual caminho vai tomar, se continuará com o antigo ou irá aderir ao novo PSDB de João Dória & Cia.

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