FLÁVIO TOGNI DE LIMA E SILVA

Secretário de saúde destaca 2018 como ano complicado

O secretário de Saúde, Flávio Togni de Lima e Silva,  considerou  2018 um ano complicado, principalmente pela escassez de recursos e pelo não repasse de verbas pelo governo do estado, No entanto, ele avaliou que, mesmo diante de tantas dificuldades, foi um ano positivo, tendo em vista soluções de pendências antigas , além da determinação e dedicação do prefeito Sérgio Azevedo  e do empenho de toda a secretaria no sentido de não deixar os pacientes desassistidos.

Com o afastamento do ex-secretário Carlos Mosconi para concorrer uma vaga na Câmara dos Deputados, Flávio, que era secretário adjunto assumiu. “A secretaria é bem complexa e antes acumulei os cargos de diretor de programas de saúde, de diretor de vigilância a saúde e secretário adjunto”, lembrou.

“As nossas conquistas foram vindas ao longo do tempo, fomos pavimentando nossa estrada, e foi um grande prazer trabalhar com o doutor Mosconi, que é uma pessoa que admiro muito e com quem espero trabalhar novamente. A  estrada que nós segmentamos no ano passado está culminando nos grandes ganhos que a população está tendo através de consultas, dos exames, das cirurgias de cataratas e de outros procedimentos”, declarou.

Uma grande maioria de cidades brasileiras atravessa dificuldades para manter a saúde. Em Poços, segundo Flávio, a dificuldade existe, mas o município consegue atender sua demanda, que é regional. “Temos atendimento especializado como o da oncologia e da cardiologia no hospital Santa Lúcia. Atendemos as pessoas desde antes de nascerem, através da gestação, até o seu último dia de vida, em casa, assistido no PSF ou no hospital”, informou o secretário.

Flávio informou que um grande desafio este ano foi à implantação de uma comissão paritária na recuperação da Santa Casa. Como todas as santas casas do país estão em uma situação lastimável, em Poços foram necessários o empenho e o destino de recursos extras que o prefeito determinou que fossem importados para o hospital. “Os recursos seriam enviados desde que tivesse uma gestão mais profissional. Conseguimos salvar a Santa Casa e hoje ela já aumentou em mais de 600% o número de cirurgias, outros procedimentos estão sendo implantados e novas especialidades estão vindo”, declarou.

Segundo ele, o repasse de recursos foi uma antecipação da verba, que caberia ao estado. “A prefeitura antecipou e a gente aguarda um dia o estado nos repassar. Achamos um tanto quanto difícil, mas fizemos isto para salvar a Santa Casa”, justificou.

Flávio defendeu que o grande desafio da saúde em geral é a informatização e integração de todas as unidades de saúde. Ele acredita que a partir do momento em que haja a integração entre as unidades, em que ocorra a informação do paciente em qualquer unidade em que ele estiver, o acesso do paciente a sua fila de espera, a  sua marcação de consulta e a realização de seus exames, começa-se a simplificar, desburocratizar o sistema e dar mais agilidade, sem contar que haverá mais  economia . “Hoje temos exames de sangue que são realizados e 30% não são retirados depois de receber o laudo. Se perde muito dinheiro e a pessoa retorna ao médico, que faz outro pedido e é feito outro exame. A partir do momento que tudo isto estiver integrado vai gerar uma economia muito grande, em torno de 40%. Este dinheiro economizado pode ser revertido para a população em outros procedimentos cirurgias e a medicamentos que não estão em nossa rede”, afirmou.

Sobre a saída dos nove médicos cubanos, o secretário garantiu que a situação está sob controle. “Os médicos cubanos tiveram uma integração muito grande com a população, que criou um carinho muito grande por eles, que vão deixar saudade, mas as vagas já foram preenchidas”, informou.

Já quanto aos médicos especialistas que deixaram o sistema recentemente, por não concordarem com o cumprimento de horário, Flávio disse que a situação também está sob controle. “Usamos de bastante criatividade, corremos atrás dos parceiros, Cismarpa, APAE, Santa Casa, Santa Lúcia e conseguimos algumas  especialidades. Também contratamos, de forma emergencial, uma empresa de terceirização de mão de obra. Os médicos são contratados por esta emprêsa e vão oferecer serviço para o município”, informou.

Segundo o secretário a saída de alguns especialistas foi muito triste, um baque muito grande, porque o município perdeu médicos com história pelo SUS, com uma relação médico paciente muito grande. “Não podemos culpar o Ministério Público, que fez seu dever de cumprir a legislação. Foi uma perda grande, mas estamos tentando através destes médicos com que eles retornem ao trabalho através desta nova forma de contratação”, declarou.

Flávio disse que o grande foco da saúde tem que ser a atenção básica, onde se trabalha com a promoção e a prevenção. No terceiro ano de mandato do prefeito Sérgio Azevedo, o secretário disse que este trabalho ganhará um grande foco. “Vamos focar bastante na atenção básica para desenvolver a promoção de saúde, seja implantando novas técnicas como nos casos das práticas integrativas como yoga, reiki, medicina oriental e outros, além de estarmos capacitados nossos profissionais para isto e focando ainda em palestras e visitas domiciliares para que a população tenha este acesso”, informou.

Flávio confirmou a deficiência da frota da Saúde, principalmente de ambulâncias, apesar de ter conseguido algumas para o SAMU. “A frota de transporte sanitário que fica na UPA, no Margarita Morales e do transporte interno da secretaria são deficitários. Existem emendas parlamentares que foram conseguidas e estão sendo compradas ambulâncias. Temos o planejamento de fazer a troca de toda a frota em 2019, para que possamos colocar carros mais novos e confortáveis  para população e para os servidores”, finalizou.

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