Zona de conforto

O aditamento do contrato com a empresa de transporte coletivo por 6 meses deu fôlego para a administração municipal, mas o vereador Paulo Tadeu não acredita que haja tempo, neste período, para que ela ocorra. “Não acredito e vou dizer mais, eles entraram de novo na zona de conforto. Não publicaram até hoje os esclarecimentos no edital, não acredito que façam isto a tempo. Vão publicar um novo edital que também vai ser motivo de contestação e observações e, sem dúvida nenhuma, não vai dar tempo.Nem nestes 6 meses ele vai fazer, na minha opinião. É uma situação extremamente delicada”, alertou.

 

MP cumpre o seu papel

Para o vereador é importante colocar que o Ministério Público está fazendo o seu papel e que não se trata de picuinha e nem perseguição, porque o promotor não só avisou como dialogou o tempo todo, tendo promovido uma reunião do Legislativo com o Executivo na Câmara para que o assunto fosse discutido. “Agora é importante chamar a atenção da população para dizer que a Câmara Municipal não está cumprindo seu papel e os vereadores, individualmente, podem ser advertidos”, alertou. Paulo Tadeu disse que há uma situação limite para a fidelidade política e que buscar, através de uma Comissão Especial de Inquérito, analisar possíveis irregularidades ou, eventualmente, abrir possibilidade concreta do Executivo se explicar e convencer, não significa deixar de ser fiel aos princípios que nortearam a ampla aliança que se tem dentro da Câmara.

“O vereador quando assume faz um juramento e não pode simplesmente esquecer este juramento, porque neste momento ele abre mão de sua figura de poder independente, de vereador, para se colocar como escudeiro do prefeito”, afirmou. Paulo Tadeu disse que lá na frente, se comprovadas as irregularidades, o que ele acredita que vai acontecer, os culpados poderão ser penalizados.

 

Projeto inconstitucional

Será votado hoje no plenário da Câmara o parecer do relator, vereador Marcelo Heitor, da Comissão de Justiça, Legislação e Redação Final, pela rejeição ao projeto de concessão de benefícios no âmbito do Programa Municipal de Habitação Popular, na regularização dos débitos vencidos decorrentes das prestações em atraso sem osacréscimos de juros, conforme propõe a administração municipal. O parecer aponta pela rejeição, sob a alegação de que a proposta é inconstitucional. Na votação de hoje somente se o parecer for rejeitado pela maioria dos vereadores em plenário é que o processado prosseguirá transcorrendo normalmente no legislativo, caso contrário, será engavetado.

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